Espondilolistese

Você já ouviu falar de espondilolistese?Se você sente dor lombar ou irradiada (dor ciática), dor nas pernas, formigamento, encurtamento dos músculos posteriores das pernas, perda de força e coordenação dos movimentos ou já está apresentando incapacidade de andar, preste atenção! Você pode estar desenvolvendo uma espondilolistese.

A espondilolistese (”Espôndilo” do grego: vértebra e “Listese”: escorregamento) é um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra de baixo ocasiona dor ou irritação de raiz nervosa.

Existem vários tipos de espondilolistese, mas apenas cinco são listados. Os mais importantes são: a degenerativa, que ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações (como parte do quadro de degeneração da coluna), e a ístmica, que ocorre por defeitos das articulações facetárias e pode ser congênita ou devido à lesões ocorridas na infância. Ainda existem as patológicas, as traumáticas e displásicas.

Ainda há uma incidência mais significativa em atletas que costumam fazer atividades de impacto como corrida, tênis, Jet ski, futebol, entre outros. Porque além do impacto ser maior sobre as articulações, o desgaste aumenta significativamente e a probabilidade de se ter uma fratura eleva-se consideravelmente.

O tratamento inicial visa o controle da dor e consiste em medicação, exercícios, alongamentos, e, excluindo casos em que o motivo da espondilolistese seja por fratura, a quiropraxia também pode ajudar e muito. Mas como em todas as deformidades, a única maneira do problema ser corrigido totalmente é a cirurgia, que se reserva para os casos mais graves e para aqueles que os outros tratamentos não funcionam. Na cirurgia a vértebra que desliza deve ser fixada e os nervos devem ser liberados. A fixação costuma ser feita com a colocação de implantes metálicos de titânio (parafusos). Na maioria dos casos não é necessário trazer a vértebra de volta para o lugar, apenas fixá-la de modo a impedir que siga se movendo. Em casos como esse a quiropraxia auxilia no processo de diminuição da dor, mas mais do que isso, ajuda na estabilização do quadro. Não permita que sua coluna chegue a um estágio tão avançado, procure um quiropraxista.

Priscila Frietzen
Quiropraxista ABQ 262
www.priscilafrietzen.com.br

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